A verdadeira feira ibérica!

Friday, April 13, 2007

O Bufas Pinto e o Dragão

Era uma vez um senhor, de meia idade, que era guarda nocturno numa faculdade de futebolês. Mais ou menos como o Hagrid do Harry Potter. E que também vivia numa casinha, perto da universidade. Mas tinha um grande desgosto, de ter sido afastado das suas funções de guarda nocturno e proibida a sua entrada na faculdade. Proibição essa, imposta pela Reitora a implacável Katalina Metnoj, que após o triste episódio promovido por Bufas Pinto. No dia em que sozinho,… fez eclodir um espectáculo de gasearia intestinal, pirotecnia de “alho porre”, Petardos de Mostarda brava, Fogo de artifício aromático, enfim…”Puns”! Bem conta quem lá esteve, que a fragrância e a atmosfera que ficou no ar, na altura, transmitia um ar pesado à escola, parecia-se até com o nevoeiro tão característico da cidade de Londres, o rio Trancão em Sacavém ao pé do nosso homem era como uma leve brisa marítima, ahpoizé! O Bufas Pinto, nesse dia, estava mesmo no “ponto de caramelo”…(cont.) e eu quero lá saber, só perde é quem tem e quem tem é o dono do armazem!

O boneco de neve e a princesa

Depois de ter falado com minha amiga Su, parte integrante deste “filme” decidi publicar, através deste espaço de informação, a aventura que foi a minha epopeia promocional no esqui alpino, em Andorra, em Março de 2002. Não quero esconder as evidências e tenho que admiti-lo, sou mesmo um grande trapalhão, na prática desta modalidade. A neve é fofa, quando não está sob a forma de gelo e ainda bem que assim é, porque se não tinha-me partido todo!
Tudo começou, após ter aceite o convite de Su, natural da Corunha, e de ter-mos ido juntos, numa excursão de amigos seus, a Andorra, praticar esqui, durante uma semana, bonito serviço!
Comprei o equipamento básico: gorro, calças, blusão impermeável, camisola de malha polar, luvas, cachecol e até botas para caminhar na neve. Eu não estava muito preocupado com o esqui, o que eu não queria era apanhar frio. Ah!..., estava-me a esquecer, de um adereço muito importante, os óculos de sol, espelhados! É bom colocá-los, sempre que estivermos expostos, em pleno dia, aos raios solares e à claridade que a neve reflecte. Mas confesso-vos, quando os comprei não era com esse intuito. O que eu não queria era ser reconhecido, caso encontrasse alguém que soubesse que era oriundo deste belo quintal à beira mar plantado.
A viagem até Andorra, decorreu sem ocorrências, dignas de registo, a não ser Su, ter-me confidenciado, que as suas amigas pensavam que eu era um praticante de esqui experiente, pelo meu aspecto. Tinha-me saído bem no disfarce!
Soldeu el tarter é o nome da localidade onde se desenrolou mais uma aventura do “Holly lusitano”!O equipamento de esqui, forfait para a estância de desportos de inverno foi fornecido pela agência de viagens, menos mal porque se tivesse tido necessidade de ter adquirido tão dispendioso equipamento, a esta hora, já o tinha “despachado”.
É hoje o grande dia, é agora que me vou iniciar no domínio quase “artístico”, do esqui não alpino mas sim “albino”, que é uma variante do Zé espanhol na prática desta modalidade desportiva e para o leitor ter uma ideia do que quero transmitir, imagine um praticante em plena actuação. Eu era igualzinho só tinha uma pequena nuance ou levava os esquis nos ombros ou pertenciam à bola de neve que o meu corpo ajudava a aumentar desfiladeiro, abaixo!
Mas mesmo assim ainda tive momentos calmos, surgiam após as quedas sucessivas ou nos momentos em que a professora explicava as mais variadas técnicas para praticar em segurança este desporto mas que para mim não passavam de cenas de filmes de acção de baixo orçamento e em que o duplo era sempre eu…A vida de artista não é fácil!
Havia momentos em que podia desfrutar de tão esplendorosa paisagem, (parte integrante deste “filme”) quando ia a bordo do teleférico ou em cima dos “rebocadores” apelidados de “saca-rabos”.
E quando parávamos para almoçar, que é como quem diz: parávamos de filmar! Tínhamos que deixar os “patins” num local próprio para esse fim, parecia que estava na Jamaica, não se passa nada, aqui é tudo “cool”, ninguém vai levar o que não lhe pertence é só amizade! Mas como estou habituado a outros hábitos, muito frequentes na cidade onde vivo, nunca fiando e assim tomei as minhas medidas dissuadoras para que ninguém me quisesse aliviar no frete que era carregar o referido “equipamento técnico” até à base. Coloquei-o num sítio discreto ao olhar alheio, simples, e fiquei sempre a observar o seu paradeiro pela janela do restaurante em que me encontrava, nunca fiando. O seguro morreu de velho e o precavido ainda foi ao seu enterro! Quando o dia terminava era com um misto de satisfação e alívio que eu atingia esse momento…por não me ter “partido todo”ou ter perdido alguma peça de tão valioso tesouro, prova superada! Enquanto eu me via “atado” neste “drama”, Su passeava a sua classe pelas chamadas “pistas negras”, há pessoas que nascem com a arte de saber esquiar e Su é uma delas.